Sou arquiteta de formação.
Aprendi cedo que espaços moldam comportamento.
Mas foi fora dos projetos e plantas que essa percepção se aprofundou.
Durante mais de duas décadas, atuei na área comercial de empresas do mercado de luxo. Foi ali, sob pressão por resultado, metas altas e relações complexas, que observei o que realmente sustenta — ou fragiliza — uma liderança.
Não era falta de técnica.
Não era falta de conhecimento.
Era comportamento não visto, repetido sob pressão.
Líderes competentes, experientes, bem-intencionados, mas sem sustentação interna para decidir, posicionar, comunicar e conduzir pessoas no dia a dia real.
Depois de um ponto de virada pessoal importante, ficou claro para mim:
- não existe cultura forte sem consciência humana.
- não existe atendimento consistente sem comunicação real.
- e não existe liderança saudável sem responsabilidade emocional.
Foi a partir dessa clareza que decidi mudar de lugar.
Hoje, meu trabalho não começa por treinamento. Começa por leitura de comportamento.
Entro nas organizações — e na vida de líderes — para identificar onde a autoridade se rompe silenciosamente: nos padrões automáticos, nas reações sob pressão, nas decisões evitadas, nos conflitos não nomeados.
Utilizo o Eneagrama como mapa estrutural de comportamento, integrado a repertório prático de liderança, comunicação e tomada de decisão.
Não como linguagem terapêutica. Não como discurso motivacional. Mas como ferramenta de leitura adulta da realidade.
Eu não entrego teoria. Eu ajusto comportamento.
A Arquitetura de Autoridade Interna nasce exatamente desse lugar: um trabalho profundo, direto e responsável, que sustenta decisões melhores, relações mais claras e lideranças mais inteiras no cotidiano.
Esse não é um caminho para iniciantes. É para quem ocupa — ou está pronto para ocupar — posição de decisão.